Penso que o assunto servirá para vossa edificação. Jesus está voltando em breve.
Reflitamos um pouco, juntos.
“Então lhe disse: Não estendas a mãos sobre o menino e nada lhe faças; pois agora sei que temes a Deus, porquanto não me negaste o filho, o teu único filho.” Gênesis 22.12
Sabemos que Deus está à procura de uma classe especial de pessoas: adoradores que o adorem em espírito e em verdade, conforme João 4.23. É de se deduzir que, se o Senhor precisa procurar este tipo de gente, seja raro encontrar.
Para nós ocidentais, adorar tem o sentido de contemplação, admiração, gostar muito de alguma coisa. Para os judeus, entretanto, adoração tem um significado bem mais profundo. Para eles, adorar é “dar o coração a alguém”. Em outras palavras, é fazer do desejo da pessoa amada o meu próprio desejo. Nesta perspectiva, quando eu digo que quero adorar a Deus, estou dizendo que quero conhecer os desejos do seu coração e realizá-los, mesmo que para isso eu tenha que sacrificar meus próprios desejos. É mais do que atitudes externas ou rituais. Envolve entrega e, muitas vezes, sacrifício. Vejam o exemplo de Abraão. Ele tinha uma promessa de Deus para sua vida que motivava o seu coração. Um dia ele deixou sua casa, sua parentela e saiu a caminho de uma terra desconhecida que o Senhor lhe prometera. Deus também disse que lhe daria uma descendência numerosa como as estrelas do céu e a areia da praia. Para cumprir tal promessa, Deus operou um milagre e, já na sua velhice e de sua esposa, lhe concedeu um filho, Isaque, que seria o canal para a realização do seu sonho. Tudo corria muito bem, até que Deus lhe pediu Isaque em sacrifício. Agora lá estava Abraão, entre abrir mão do único meio para realizar seu desejo de tornar-se pai de uma multidão incontável e atender ao pedido de Deus. A Bíblia não relata, mas como pai e avô que sou, não tenho dúvidas que Abraão enfrentou uma crise, chorou muito, passou algumas noites em claro e só depois decidiu sacrificar Isaque. Que decisão difícil! Junto com Isaque, Abraão estava entregando os sonhos de uma vida inteira! Finalmente, quando ele já estava sobre o Monte Moriá, com o braço estendido para imolar seu único filho, que já estava deitado no altar, o Anjo do Senhor bradou: “Não estendas a mãos sobre o menino e nada lhe faças; pois agora sei que temes a Deus, porquanto não me negaste o filho, o teu único filho.” No original hebraico a expressão empregada para “temes a Deus” é “charat”, que significa “adorador”. Portanto, o Senhor estava lhe dizendo: “Agora sei que és adorador, porquanto não me negaste teu único filho”. Você quer ser um adorador? Quer chamar a atenção do Pai? Então esteja disposto a sacrificar. Talvez Deus peça a você coisas importantes, que signifiquem muito pra você. Ele pode estar querendo saber se você é realmente um adorador. Qual vai ser sua resposta? Você precisa compreender que, quando Deus pediu Isaque, não estava interessado nele (no sacrifício), mas em Abraão (o adorador). Da mesma forma, quando Deus lhe pede algo, seja uma oferta, mais do seu tempo, sua casa, suas canções ou qualquer outra coisa, Ele não está interessado no seu sacrifício, mas em você. Talvez esteja mais claro porque os verdadeiros adoradores sejam tão raros, a ponto de Deus procurá-los.
Será que Ele vai encontrar você?
Pb. Josias Martins de Souza

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